A casa é sua, pode entrar

O site Casa Aberta tem muito a ver com a minha obsessão em repintar e decorar todo o meu apartamento dois meses atrás e também na própria ideia de fazer esse blog que vos escreve.

Funciona assim mesmo como o nome sugere: pessoas normais, que decoraram sua casa sem ajuda de decoradores profissionais, deixam as portas abertas para o fotógrafo Rodrigo Ladeira (ou o colaborador da vez) fazer cliques e reunir as dicas.

Ótima fonte de inspiração pra casa!

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6 jeitos diferentes de usar 6 coisas

Morando sozinho a ordem é sempre economizar e é lei perceber que esqueceu de comprar uma coisa no mercado só na hora que precisa usar. Então salve esse post nos seus favoritos.

1 – Casca de laranja is the new black
Coloque a casca de quatro laranjas numa tigela com água no seu microondas por 5 minutos na potência alta. O vapor da água ajuda a soltar a sujeira seca e o ácido cítrico das cascas vai dissolvê-la, facilitando a limpeza do aparelho. Outra dica: coloque pedacinhos da casca no vaso das suas plantas para seu cachorro parar de mexer nelas – o odor cítrico é muito forte para eles.

2 – Cera de carro no banheiros e nas tesouras
Vasos sanitários e torneiras ficam novos com cera de carro. Outra dica é passar cera na rosca das lâmpadas antes de trocá-las: ela sela o metal e impede que ele oxide com o tempo. A mesma lógica serve para evitar ferrugem em tesouras. A cera também ajuda a suavizar o correr do box e das janelas emperradas de casa. Mas a melhor dica é aplicar uma camada fina de cera de carro no espelho do banheiro e tirar o excesso com uma flanela limpa para ter um espalho que não embaça! Cada passada cria uma película que dura quase um mês.

3 – Vodca limpa roupa e evita caspa
Essa bebida é muito boa pra dar amnésia, mas tem várias outras utilidades. Tira mancha de suor de camisas, cheiro de roupa guardada de casaco e de chulé em tênis; é só borrifar. Diz que uma dose misturada no shampoo ajuda na prevenção de caspa e que num pano limpa muito bem vidros e óculos. Misturar algumas gotas de vodka e uma colher de chá de açúcar na água das suas flores ajudam a mantê-las bonitas por mais tempo – no caso, flores dessas que você compra/ganha em buquês, não em vasos com terra, ok? É que a vodka mata as bactérias e o açúcar fornece os nutrientes que as flores precisam. Pra essas dicas (e pra amnésia), as vodcas baratas funcionam melhor. :P

4 – Carvão para gatos, flores e geladeiras fedidas
Pedaços de carvão na areia do gato ajudam a diminuir o odor. Um saquinho de carvão na geladeira tem o mesmo efeito, evitando cheiros ruins dentro do eletrodoméstico. E um pedaço de carvão na água das flores ajuda a manter o buquê vivo um pouco mais.

5 -Secador e prancha de cabelo bem longes do cabelo
Secador de cabelo no modo frio desembaça o espelho depois do banho e ajuda a secar o esmalte das unhas. O secador no modo quente desamassa a cortina do banheiro, ajuda a tirar um pingo de vela num móvel sem descascar a pintura, diminui a tortura de colocar meias no inverno e ajuda a calça jeans skinny a entrar. Já a prancha, quente, vira um ferro de passar de emergência para golas e mangas, por exemplo.

6 – Coca-Cola desentope pia?
Essa é polêmica pois quimicamente não faz sentido, mas na prática quase sempre funciona. Ao invés de soda cáustica (preguiça de comprar, medinho de usar errado), diz-se que Coca-Cola geralmente resolve entupimentos de nível não muito complicado. Mas você vai precisar de usar muito refri (2 litros) por causa da quantidade de ácido fosfórico nele. Teoricamente, funciona melhor com a bebida em temperatura ambiente.

3 ideias para deixar seu apartamentinho maior

Quem tá no meio da casa dos 20 anos e mora sozinho raramente tá alugando um apê de 3 quartos, né? Espaços apertados podem ser uma cilada: se você mora numa kitnet, por exemplo, se o sofá tá bagunçado significa que a casa toda está bagunçada. Além de organização básica, seguem outras dicas para que seu espaço pareça maior.

(Na verdade, a primeira dica pra sua kitnet parecer maior é começar a chamar ela de studio, cof cof…)

1 – Um cômodo, vários espaços
Estabeleça onde é lugar de quê. Concentre na mesma mesa tudo relativo a trabalho e estudo, por exemplo, e evite que você deixe o seu notebook no sofá, a sua mochila no quarto e os seus óculos na cozinha. Pintar as paredes perto da cama de uma cor e as perto do sofá de outra já ajuda a delimitar melhor os seus espaços, além de adicionar fontes de luz diferentes, cortinas longas (do teto ao chão) e colocar espelhos no local – eles ajudam na sensação de ampliação do lugar e da luminosidade.

2 – Móveis funcionais
Se o espaço é pequeno, 2-em-1 é lei. Se amigos se hospedam (ou esperam se hospedar) na sua casa de vez em quando, um sofá-cama é melhor que apenas um sofá (afinal, onde você vai guardar um colchão extra?). O mesmo vale para sofás e camas com baú ou gavetas e mesas dobráveis, retráteis e móveis com rodinhas. São itens maravilhosos pois só ocupam espaço quando estão sendo usados.

3 – Cores e tamanhos
Se cada móvel seu for de uma cor, o lugar parece mais cheio e desorganizado. Se for possível, tenha tudo da mesma cor ou no mesmo tom, isso ajuda na ilusão de mais espaço. O mesmo vale para a quantidade de coisa: ter poucos móveis grandes é melhor do que ter um monte de cacarequinho. E melhor dois tapetes pequenos que um tapetão enorme.

Link:
Apartamento de 36m2 dribla falta de espaço

Pre-pa-ra: Brigadeiro de microondas

A primeira receita dessa sessão do blog será a mais fácil e mais gostosa: brigadeiro, a preferência nacional em assunto de doces. Quando você mora sozinho a melhor maneira de fazer é no microondas simplesmente pois suja quase nenhuma louça!

Os ingredientes são os mesmos:
1 lata de leite condensado
1 colher de manteiga ou margarina (se possível em temperatura ambiente)
4 colheres de chocolate em pó (mais ou menos)

Coloque todos no mesmo recipiente (cheque se ele pode ir ao microondas!) e mexa.

Leve ao microondas e deixe cozinhar de 6 a 7 minutos em potência alta – mas a cada 2 minutos abra o microondas, retire a travessa e mexa o brigadeiro com uma colher. No fim desse tempo, se ele estiver homogêneo, está pronto!

Importante: no microondas, quando quente, o leite condensado se expande. Então escolha recipientes largos e altos. Se ele for apenas alto (como uma tigela), vai transbordar!

6 passos para ser amigo (ou algo mais) dos seus vizinhos

Eu sei o que você está pensando: “e eu lá quero ser amigo dos meus vizinhos?” Não, claro que não, eu sei. Mas quando você mora sozinho, pode ser uma boa. Só pra dar dois exemplos: com vizinhos se descobre mais rápido a melhor padaria do bairro e muita gente que conheço tem no vizinho um colega leal para seus pets na hora de viajar.

1 – Me empresta uma xícara de açúcar?
Ninguém mais usa esse truque desse jeito, mas as variações são intermináveis. Abridor de garrafa é o campeão. “Oi, acabei de mudar e percebi agora que não tenho abridor de vinho. Você pode me emprestar?”. Pronto. Lá em Belo Horizonte conheci as meninas de uma república desse jeito e de forma genuína: fui dar um jantar pra amigos e descobri que não tínhamos uma concha em casa!

2 – Cara de pau no elevador
Sério, nunca falha. Sempre dê um bom dia sorrindo para todas as pessoas no elevador. Já para as que você achar mais interessantes, emende com um “que bonito seu casaco”. As pessoas nunca esperam isso, relaxam, e o papinho de “verde é minha cor favorita” de hoje pode ser algo a mais amanhã.

3 – Pets!
Se você ou o vizinho tem um cachorro ou gato, vai ser fácil puxar assunto: o nome do bicho, a raça, se é o único pet da pessoa, quantos anos, qual é o melhor veterinário aqui perto etc etc. Intercale as perguntas com elogios ao bichinho ou informações/casos sobre o seu pet e pronto. E isso abre precedente pra cumprimentos na rua durante passeios, na praça, na pet shop…

4 – Comidas (e viagens)
Essa dica veio de uma amiga que fisgou o ~paquera~ pelo estômago: antes de uma viagem de trabalho, levou meio bolo de chocolate de presente pro vizinho gato com a desculpa de que a viagem era longa e que o doce estragaria antes dela voltar. Outra amiga me contou que tinha um vizinho que reclamava muito do barulho que ela fazia. Mas não a barulheira vinha de outro apê. Quando ele percebeu o erro, fez panquecas (!) de presente pra ela como pedido de desculpas.

5 – Festa/churrasco para todos
Se seu prédio tem uma cobertura ou uma área de festas legal, lembre-se de convidar alguns vizinhos quando for reunir seus amigos. Não é pra colar um papel no elevador, pois assim a maioria não vai aceitar, percebendo que se trata de um convite por educação – ou, pior, vai levar um grupo de 20 pessoas sem noção. Convide pessoalmente e de forma casual, nessas conversas de elevador, quem você quer que apareça. Ensaie: “Oi, tudo bem? Passeando com o (nome do cachorro) hoje? Tá sol né, um bom dia pra caminhar. [Antes de descer do elevador] Ah, amanhã é meu aniversário e vou dar uma festa na minha casa lá pelas 8 da noite. Aparece”. Sim, parece ridículo, mas funciona. E vale lembrar: cada vizinho convidado pra festa é um a menos pra reclamar de som alto com o síndico.

6 – Tinder, Grindr etc
Agora, se seu negócio é só uma pegação casual, existem vários aplicativos para resolver o problema. As pessoas criam perfis e você só visualiza as pessoas que estão próximas de você. Dá pra achar gente no seu prédio, quarteirão, bairro…

Links:
Projeto Conheça o Seu Vizinho
Sorria: meu amigo vizinho
Como conquistar um vizinho?

6 dicas para quem está em dúvida sobre ter pets

1232674_10202039200845801_2090286268_n Texto de Roberta Garattoni*

As dores e delícias de morar sozinho podem mudar um pouco quando se tem um bicho de estimação. Isso porque, na prática, você não está mais sozinho já que um ou mais serezinhos comem, dormem e perambulam pelo seu apê – e por dez, quinze anos ou mais.

Em quase um ano com minhas duas gatas vira-latas, Lorena e Pamplona, a primeira coisa que faço todos os dias é abrir um sorriso. Mas claro que nem todos os dias são tão floridos e há algumas aventuras reservadas para os “donos de primeira viagem”. Por isso, é interessante levar algumas coisas em consideração antes de decidir ter um pet:

1 – Quem frequenta sua casa
É importante pensar em como as pessoas que estão sempre pelo seu château vão lidar com o pet. A decisão final é sua, claro, mas, se você namora alguém alérgico ou tem uma mãe com fobia de gatos (como era o caso da minha), pode ser prudente conversar antes e apresentar seus argumentos em defesa do bichinho, oferecendo alternativas que amenizem algum possível desconforto. Eu e meu ex-namorado negociamos, por exemplo, que as duas gatas teriam acesso liberado à casa toda, menos ao quarto – porque ele se incomodava bastante com a ideia de pêlos, bagunça e xixi na cama (pode acontecer). Feita essa pequena restrição, tudo foi alegria e ele se tornou um dos maiores fãs das pequenas. Elas aprenderam a abrir a porta do quarto em pouco tempo, mas nada que uma maçaneta redonda não tenha resolvido.

2 – Espaço e rotina para dois
Avalie o tamanho da sua casa antes de escolher a espécie e o porte do animal. Geralmente, cachorros pequenos ou gatos se dão melhor em apartamentos de quem mora sozinho, que tendem a ter metragem reduzida (mas se você mora num palacete e quer ter um labrador, go ahead). Seu ritmo de vida também é importante para a felicidade de dono e bicho: se você não tem saco de acordar mais cedo todos os dias para passear com o cachorro nem tem quem faça isso por você, pode ser o caso de optar por um felino, que não precisa sair e fica melhor sozinho o dia todo, ou outra espécie que não demande tanta atenção.

3 – Grana
Vale a pena conversar com quem já tem o bichinho para o qual você pretende abrir a porta de casa e, aí, botar no lápis as despesas mensais. Cachorros precisam de mais banhos e mais idas ao veterinário, enquanto gatos tomam banho uma vez por mês ou menos, por exemplo. E saiba que a despesa inicial é bem maior: idas extras ao veterinário, vacinas pendentes, caminhas, coleiras, potes de comida e água, caixas de transporte e rede em todas as janelas (no caso dos gatos), além da penca de brinquedos (e roupinhas!) que você vai acabar comprando na empolgação. Outras espécies, como peixes, pássaros, porquinhos da índia, etc., também têm suas necessidades específicas, que trazem custos particulares. Ter um aquário, por exemplo, exige uma infra razoavelmente sofisticada e bastante dedicação. Ou seja, informe-se e esteja preparado para o capital inicial que montar o “enxoval” do bicho vai exigir. Depois, a rotina entra nos eixos e a despesa mensal se regulariza.

4 – Comprar x Adotar
Com a decisão tomada, é hora de escolher de onde vem o futuro bichinho. Sou totalmente contra comprar um animal, por uma série de motivos, embora respeite quem opta por isso. Antes de resolver entrar num petshop com cartão de crédito a postos, é bom saber que há bichos para todos os gostos – de vira-latas a animais de raça, filhotes e velhinhos – esperando a chance de serem adotados. Pegar na rua é um caminho, mas sou mais a favor de colaborar com o trabalho de ONGs sérias que organizam o processo de adoção. Elas entregam o animal vacinado, muitas vezes castrado e ainda oferecem apoio ao novo dono, com cartilhas de orientações gerais e até convênios com veterinários. Considere, ainda, a possibilidade de adotar dois animais (lembrando sempre do tamanho da casa). Eles vivem melhor com companhia e é uma graça assistir os dois brincando e dormindo juntos. E, se gostar dessa ideia, adote os dois de uma vez. Inserir um novo animal no ambiente mais tarde, quando o primeiro já for dono do pedaço, pode ser um belo desafio.1371715_10202039212206085_141890535_n

5 – Bagunças e travessuras
Ter bicho em casa chacoalha as estruturas do quarto e sala que você tanto se esmera em manter apresentável – ou já bagunça com louvor você mesmo. É pêlo pra tudo quanto é lado, xixi fora de lugar até que ele aprenda o lugar certo e até vômitos pontuais. Gatos podem adquirir o hábito de arranhar o sofá e cães às vezes gostam de tirar todas as suas roupas do lugar e dormir em cima, roer móveis e mais uma porção de passatempos “fofos”. Com tudo isso, pode ser o caso de investir em uma diarista ou, se é você o faxineiro do lar, em uma rotina mais constante de limpeza. Também é necessário reorganizar algumas coisas como se tivesse um bebê em casa: produtos de limpeza bem guardados e objetos afiados ou frágeis, longe do alcance das “crianças”. Largar comida em cima da mesa ou louça com restos na pia também é fatal – é só dar as costas pro bicho ir lá.

1290057_10202039204405890_217407455_n6 – Elementos surpresa
Parece piada, mas, enquanto escrevia o começo desse texto, uma das minhas gatas espatifou meu enfeite preferido brincando de pega pega com a irmã. Quando você acha que já “blindou” a casa suficientemente (esse enfeite estava em uma altura nunca antes navegada pelas duas em um ano), pode ter certeza que eles vão achar um meio de aprontar uma nova. Nem sempre é caso de peraltice – a outra gatinha quebrou a pata (não se sabe como) dentro do apartamento de madrugada, o que significou um mês inteiro de cuidados intensos. Para tudo isso, relaxe, são coisas que acontecem. E tenha em mãos super bonder pra colar os caquinhos (é até uma terapia ocupacional, veja pelo lado bom) e telefones de veterinários e clínicas 24h pregados na geladeira. Há muito mais surpresas envolvidas em morar quase sozinho que não cabem em um post e variam muito a cada caso. A “personalidade” de cada animal é única. Se ele será um capeta, um anjinho, tímido ou “dado”, vai depender de fatores como espécie, raça, genética e criação. Mas, certamente, vai ser a sua cara!

*Roberta Garattoni, tem 28 anos, é RP e mora em São Paulo. As dicas acima e as gatinhas nas fotos são dela :)