Qual a diferença entre água sanitária, alvejante e desinfetante com cloro?

Sempre me fiz essa pergunta e finalmente achei aqui a resposta:

A água sanitária e o alvejante possuem o mesmo teor ativo de cloro em sua formulação. A principal diferença entre esses produtos é que a água sanitária não pode ter tensoativos, corantes e fragrâncias. Mas essas coisas são permitidas no alvejante. Já o desinfetante com cloro não possui limitação de teor ativo de cloro e também pode ter tensoativos, corantes e fragrâncias.

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Falando nisso, o Inmetro testou várias marcas de água sanitária e o resultado foi bem louco:

Foram feitos testes para verificar o pH da água sanitária, já que valores muito alto de pH podem causar queimaduras e irritações na pele. De acordo com a legislação da Anvisa, as águas sanitárias comercializadas no território nacional devem possuir um pH máximo de 13,5. Nesse ensaio todas as marcas forma aprovadas.

Como esse produto é destinado à desinfecção de ambientes e frutas, verduras e até água para consumo humano, ele deve possuir ação contra certos microorganismos patogênicos. Sendo assim, o Inmetro testou o desempenho das marcas analisadas e todas apresentaram conformidade neste ensaio. Ufa!

O Instituto também verificou a quantidade de cloro. Se houver uma quantidade de cloro ativo menor do que a estabelecida pela legislação, o consumidor está sendo lesado, pois a ação da água sanitária não será eficiente. De outra forma, uma quantidade acima do permitido significa mais cloro liberado em forma de gás, o qual pode ser inalado. Nesse ensaio três marcas foram reprovadas: “Beleza de Cândida”, “Belga” e “Beleza de Cloro”.

Mas o que é? Diet, light e zero

Eu culpo a Coca-Cola Zero pela confusão que esses conceitos se tornaram. Ninguém mais sabe bem o que cada um é e compra coisas diet ou light sempre, pensando que se tem isso na embalagem eles são melhores e mais saudáveis. Nem sempre é o caso!

DIET
É o alimento formulado para dietas diferentes ou indivíduos com necessidades metabólicas específicas. Possui isenção de açúcar, proteína ou gorduras. Ou seja, o mais indicado para que tem doenças metabólicas, como diabetes.

Cuidado: eles são vendidos como salvadores da dieta de quem quer perder peso pois não têm açúcar, mas alimentos diet podem ter mais gordura para manter o sabor e aí os valores calóricos são maiores que aqueles que contêm açúcar! Ou seja, é trocar um coelho por uma lebre manca. Sem falar que muitos têm adoçantes artificiais que, em grande quantidade, não fazem bem pra saúde.

Olha esse comparativo, por exemplo.

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LIGHT tl
O alimento é considerado light pelo Ministério de Saúde quando ele apresenta uma redução mínima de 25% das calorias (ou de algum outro nutriente, como açúcar, gordura e sódio) em relação ao original da mesma marca ou a um similar concorrente. Essa comparação precisa existir, fique atenta a ela. Os alimentos light devem ter no máximo 40kcal/100g em produtos sólidos ou de proporção até 20kcal/100ml em bebidas.

Cuidado: essa redução calórica em certos alimentos é muito pequena, sempre bom consultar seu nutricionista pra ver o que vale ou não à pena. Um azeite light, por exemplo, já é um exagero, né? E outra: pra reduzir calorias, várias alimentos quase triplicam a quantidade de sódio! É uma piada de péssimo gosto existir Toddynho Light com um desenho do personagem pegando peso na embalagem.

ZERO
O termo indica restrição ou isenção de algum nutriente em comparação com a versão tradicional. Se a isenção for de açúcares, o produto ainda deve apresentar valor calórico reduzido. É bem parecido com light.

Cuidado: essa brecha na legislação fez com que muita coisa zero aparecesse por aí, mas ele pode ser zero de algum nutriente que você quer. Fique atento sobre a que isenção ele se refere no temo zero. Um zero açúcar com mais gordura vegetal e farinha branca dá no mesmo pro seu metabolismo…

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(Baseado nos ótimos posts da Corpo a Corpo e do Frango com Batata Doce, ambos feitos consultando nutricionistas. A tabela veio do blog Fechando o Zíper)

Manteiga x margarina: qual é melhor?

Você precisa saber da margarina, já cantava Caetano. E qual é a dela, afinal? Na minha mente infantil manteiga você comia com pão e margarina você usava nas receitas. Mas, claro, não é bem assim…

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Qual a diferença entre uma e outra?
A primeira e mais importante diferença é que manteiga é de origem animal. Ela é feita da nata de leite batida. A margarina é de origem vegetal, resultado de um processo artificial chamado hidrogenação (onde moléculas de hidrogênio são incorporadas às de gordura em altas temperaturas). Com isso, a gordura insaturada fica parcialmente saturada e/ou trans.

Abaixo temos os tipos de gorduras presentes em margarinas e na manteiga (gramas/porção*).

Quantidade de gorduras fornecida por porção de manteiga ou margarina

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*uma porção é definida como 13-14 g, aproximadamente uma colher de sopa  (fonte)

E qual é melhor?
Melhor para quê? Bom, se você leu certinho, viu que margarina tem gordura trans e ela não faz nada bem pra gente – especialmente pro coração. Enquanto isso, todo mundo sabe que leite não é o melhor amigo de nenhuma dieta por conta da gordura saturada e da lactose, mas tem ácido burítico (bom para a saúde intestinal) e vitamina A (facilitadora da digestão das proteínas). E, sabendo muito bem disso, várias fabricantes de margarinas começaram a aditivar sua produção, adicionando vitaminas e fibras a seus produtos.

Então como escolher, né? Minha dica pessoal é prestar mais atenção na quantidade e no acompanhamento. De forma fria, a manteiga parece mais saudável, mas deixa de ser se você comer um pote por semana no pão francês com mortadela. Já a super-vilã margarina vira uma princesa-boazinha se for light e em pouca quantidade no pão integral. Harmonia é a palavra-chave, eu acho :)

A Super fez uma matéria sobre a questão: clique aqui pra ler.

Mas o que é amaciante de roupas?

Vou começar a fazer posts “Mas o que é?”, com uma breve explicação sobre alguma coisa que, de tão comum na nossa vida, nunca despertou nenhum interesse especial. Mas conhecimento nunca é demais :)

A Wikipédia diz que “amaciantes são produtos naturais ou artificiais utilizados para amaciar outros produtos, em especial os tecidos”. Aff. Isso a gente já sabia, né.

Na verdade, os amaciantes são agentes catiônicos que atuam por redução das cargas negativas sobre os tecidos tratados. Ele é produzido a partir de um negócio chamado quaternário de amônio, é ele que adere na fibra dos tecidos, fazendo com que elas se afastem umas das outras por meio desse diferencial de carga (saudades Telecurso 2000).

O ativo possui uma parte polar, com carga positiva, e uma apolar, com carga negativa. Ao entrar na fibra, cuja carga estática é negativa, a substância faz as fibras se afastarem, proporcionando a maciez.

Antes do século 20, antes de grandes empresas começarem a produzir esse produto em larga escala, usava-se nas roupas uma mistura de azeite, xarope de milho e sabão para esses fins. Eca! O lado ruim da produção atual é que os mesmos agentes químicos que deixam a roupa macia são o que podem fazer mal pra gente: com o uso da roupa, o efeito passa pois os elementos se soltam das fibras. E em contato com a pele ou inalados, podem causar câncer.

Aqui tem uma lista de outras 5 coisas que você não sabia sobre amaciante de roupas!

Fontes: Wikipedia (english) e FDR